Bate-estacas face à marreta: quantos postes por hora e quanto custa cada um

Postes em T, postes metálicos, postes em U e poste de madeira: os tipos de poste que um bate-estacas crava

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A pergunta que realmente decide a compra de um bate-estacas quase nunca é que modelo escolher, mas sim em quantas jornadas a máquina se paga.

Tem resposta numérica e depende de três dados seus: quantos postes crava por ano, quanto lhe custa uma hora de trabalho e o terreno em que trabalha. Aqui tem a conta completa, com um exemplo, para a fazer com os seus próprios números.

Quantos postes se cravam à mão numa jornada, e a que custo

Cravar à marreta é um trabalho a dois. Um segura o poste e põe-no a prumo, o outro bate, e vão alternando porque ninguém aguenta uma jornada inteira a dar marretadas acima da cabeça. É esse o pormenor que costuma ficar fora da conta: o custo por poste não se calcula com uma jorna, calcula-se com duas.

O cálculo: jorna, horas e postes por hora

A fórmula é curta:

Custo por poste = (custo da hora de trabalho × número de pessoas) ÷ postes cravados por hora

Os três dados são seus. O que mais varia é o terceiro, os postes por hora; por isso, mais abaixo, a conta faz-se também por jornada completa, que não depende dele.

Para o exemplo usamos valores indicativos, que deverá substituir pelos seus: um custo de mão de obra de 15 € por hora e por pessoa, duas pessoas a trabalhar e 12 postes cravados por hora entre as duas. O custo de cravação fica em 2,50 € por poste. Numa jornada de 8 horas, cerca de 96 postes e 240 € de mão de obra.

Os custos que não se contam: o poste partido e a cabeça esmagada

À fatura da mão de obra somam-se três parcelas que quase nunca aparecem no orçamento:

  • A cabeça esmagada. A pancada da marreta esmaga a cabeça da madeira. Por uma cabeça aberta entra água, e um poste que absorve água apodrece mais cedo. Não se paga hoje: paga-se quando for preciso substituí-lo.
  • O poste torto. Se o poste se desvia, tem de ser arrancado e começar de novo. Esse poste costuma acabar descartado, e o trabalho de o cravar foi pago duas vezes.
  • A quebra de rendimento. Os postes da última hora da tarde não se cravam ao ritmo dos da primeira hora da manhã, nem tão direitos. O cansaço é um custo, ainda que não tenha fatura.

Se na sua exploração há postes descartados, essa percentagem, aplicada ao que lhe custa cada poste, é dinheiro que hoje se perde sem se ver.

O mesmo trabalho com um bate-estacas a gasolina

Com um bate-estacas a gasolina o trabalho muda em algo mais importante do que a velocidade: passa a ser de uma só pessoa. Quem segurava o poste fica livre para outra tarefa, e isso divide por dois o multiplicador da fórmula.

A Farmer 100X pesa 18,80 kg e bate entre 1.500 e 2.200 vezes por minuto, com uma energia de impacto de 43,3 a 58 joules consoante o motor. É essa frequência que permite a uma só pessoa avançar: o poste desce pela acumulação de pancadas rápidas, não pela força de cada uma.

Bate-estacas Iberfence Farmer 100X com motor Honda GX35 — vista frontal

Onde mais se nota é nos postes que à mão resistem. A acácia é o caso típico: uma madeira densa e fibrosa, que aguenta muito bem enterrada e por isso é tão usada na vinha e nas vedações de gado, mas que, cravada à marreta, castiga a cabeça do poste e quem bate. Com pancadas rápidas, o poste entra por acumulação e a cabeça chega inteira.

E não só madeira: a Farmer 100X crava qualquer poste que encaixe no seu bocal, seja de metal, madeira, plástico ou PVC, como os postes de cantoneira em ferro, habituais em vedações e em proteção perimetral. Os adaptadores incluídos trocam-se sem parafusos nem ferramentas adicionais: desenrosca-se o anel, coloca-se o adaptador e volta a enroscar-se.

A conta é a mesma, com duas variáveis novas: o combustível e a amortização da máquina.

Rendimento consoante o terreno

O rendimento depende do solo em que trabalha habitualmente:

  • Terra solta ou lavrada. O poste entra sem resistência, e o ritmo é marcado pelo tempo de posicionar e aprumar, não pelo de cravar.
  • Solo compacto ou argila seca. É aqui que a frequência de pancada mais se nota face à marreta. Verifique a profundidade atingida nos primeiros postes.
  • Solo com pedras pequenas. As pancadas rápidas afastam as pedras pequenas e o poste avança sem escavação prévia.

Em todos os casos, com a máquina trabalha uma só pessoa; com a marreta, duas.

Consumo de combustível por jornada

Para o exemplo, com motor Iberfence IBF-37, tomamos o consumo máximo indicado na ficha da Farmer 100X: 0,71 litros por hora. Numa jornada de oito horas são cerca de 5,7 litros; a 1,60 € o litro, pouco mais de 9 € de gasolina por dia. É a parcela mais sobrestimada antes da compra e a que menos pesa depois: ronda os 7 % do custo da jornada com máquina, e os restantes 93 % são a pessoa que a opera. Use gasolina de 92 octanas ou superior.

O ponto de equilíbrio: em quantas jornadas a máquina se paga

A forma mais sólida de fazer a conta não depende de quantos postes crava por hora: compara o custo de uma jornada completa. À mão são precisas duas pessoas; com máquina, uma. Basta que o operador com máquina crave pelo menos os mesmos postes que a dupla com marreta:

Jornadas para amortizar = preço da máquina ÷ (custo da jornada à mão − custo da jornada com máquina)

Com o exemplo anterior, a jornada à mão custa 240 €: duas pessoas a 15 € por hora durante oito horas. A jornada com máquina custa 120 € de uma só pessoa mais cerca de 9 € de gasolina, ou seja, 129 €. A diferença a favor da máquina é de cerca de 111 € por jornada. A jorna e o preço do combustível são pressupostos: substitua-os pelos seus.

Exemplo com a Farmer 100X e motor Iberfence IBF-37

O bate-estacas Farmer 100X é de fabrico próprio. Com o preço publicado na respetiva ficha para a versão com motor Iberfence IBF-37 e uma poupança de 111 € por jornada, a máquina fica paga em menos de dez jornadas de trabalho. A partir daí, cada jornada é poupança.

Com motor Honda GX35T ou GX50T

Com motor Honda, o ponto de equilíbrio situa-se à volta das doze jornadas:

MotorJornadas para amortizar*
Iberfence IBF-37≈ 9,5
Honda GX35T≈ 11,7
Honda GX50T≈ 12,2

* Com o preço sem IVA publicado na ficha e a poupança do exemplo, 111 € por jornada. Com os seus números, o resultado muda.

A diferença entre motores não é só de preço: a energia de impacto, de 43,3 a 58 joules, depende do motor. Com a poupança do exemplo, a diferença de preço do IBF-37 para o GX35T recupera-se em pouco mais de duas jornadas, e a do GX35T para o GX50T em menos de meia jornada. As versões com motor Honda contam ainda com rede de assistência Honda disponível na quase totalidade dos mercados. Para um uso menos intensivo, a versão com motor IBF-37 é a de menor investimento.

Para que a máquina renda desde a primeira jornada

A amortização do exemplo cumpre-se com três cuidados simples:

  • O modelo certo para o poste. O bate-estacas Farmer 80X trabalha com estacas e postes de 20 a 80 mm; a IBF-82X PRO, de 20 a 82 mm; e a Farmer 100X, de 20 a 100 mm de série e até 120 mm com o adaptador opcional.
  • Manutenção segundo o manual. O kit de manutenção reúne o jogo completo de juntas e massa EP0, e pode fazer a manutenção por si próprio seguindo o manual de instruções da sua máquina. Recomendamos substituir todas as juntas uma vez por ano, ou antes se notar um rendimento inadequado.
  • Mais trabalhos, mais jornadas. A mesma máquina serve para vedações de quintas e explorações pecuárias, vinhas, plantações hortofrutícolas e estufas, tutores em parques, viveiros e explorações florestais, microestacas de fundação e fixação, estacas para tendas e grandes estruturas de eventos, e proteção perimetral em estradas e coutadas. Cada jornada de trabalho adicional encurta o prazo de amortização.

A Iberfence oferece serviço pós-venda próprio e, na loja, encontra com preço publicado as peças para o motor Honda GX35 e os motores para bate-estacas.

O que verificar ao escolher o seu bate-estacas

Diâmetro do poste e comprimento da estaca

Meça o diâmetro dos postes que usa habitualmente, incluindo os de canto e de esticador, que costumam ser mais grossos. A Farmer 100X admite até 100 mm de série, com o bocal que vem na caixa, e 120 mm com o adaptador opcional. Se os seus postes de canto passam dos 100 mm, escolha a versão com adaptador de 120 mm ao comprar a máquina: com o bate-estacas fica mais económico do que em separado.

Se vai cravar estacas compridas ou trabalhar em altura, a IBF-82X PRO admite extensores opcionais.

A Farmer 100X é entregue com o bocal de 100 mm e os adaptadores de 45, 60 e 78 mm, além da caixa de transporte e das ferramentas de manutenção. Para os diâmetros habituais, não há acessórios a somar ao preço.

Adaptadores de 20-45, 46-60 e 60-78 mm e acoplamento de redutores do Farmer 100X

Declaração CE de conformidade e documentação que deve acompanhar a máquina

Todas as máquinas colocadas em serviço na União Europeia devem ser entregues com a respetiva declaração CE de conformidade e o manual de instruções. Os bate-estacas Iberfence dispõem de declaração CE de conformidade. Guarde a documentação da sua máquina: protege-o numa inspeção e em qualquer pedido de garantia.

Em resumo

À mão, cada poste custa duas jornas; com um bate-estacas, uma. No exemplo, a Farmer 100X com motor IBF-37 paga-se em menos de dez jornadas e, a partir daí, cada jornada é poupança, sem contar os postes que deixam de ser descartados.

Escolha o modelo pelo diâmetro dos seus postes na categoria de bate-estacas. Se hesita entre modelos ou motores, peça aconselhamento através do formulário da nossa página inicial, indicando os diâmetros que utiliza e o tipo de solo. Atendemos particulares, empresas e profissionais.

Garantia: 3 anos para particulares e 1 ano para empresas e profissionais (consulte as condições).

Programa de distribuição de bate-estacas

Estamos a alargar a nossa rede de distribuição na Europa e na América Latina.

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